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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

PL , regulamenta profissão de auxiliar de farmácia e drogaria


Projeto regulamenta profissão de auxiliar de farmácia e drogaria

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7668/10, do deputado Tadeu Filippelli (PMDB-DF), que exige nível médio completo e curso profissionalizante para o exercício da profissão de auxiliar de farmácia e drogaria. Além disso, para exercer a atividade, será preciso possuir registro na Carteira de Trabalho que comprove o exercício profissional em farmácias e drogarias.
A proposta estabelece como atribuições do auxiliar a organização do ambiente de trabalho, o auxílio nas atividades do farmacêutico e o zelo pela ética profissional e comercial na venda de produtos prescritos por profissionais da saúde.
Outra atribuição do assistente de farmácia, depois de qualificado e capacitado, é orientar o consumidor sobre fórmulas, bulas, prescrição medicamentosa, indicação e contraindicação de tipos de medicamentos, nomes de laboratórios, distribuição, controle e conservação de medicamentos e de outros produtos correlatos.

"O auxiliar de farmácias e drogarias exerce uma função que exige grande responsabilidade e conhecimento. Ele é o elo final entre a indústria, o comércio atacadista e varejista e o consumidor", afirma o autor do projeto.

De acordo com a proposta de regulamentação profissional, os órgãos de saúde pública deverão firmar convênios com as entidades de classe dos auxiliares de farmácias e drogarias para participação desses profissionais em campanhas educacionais de saúde e de vacinação.

Além disso esses auxiliares, sempre que solicitados, deverão se colocar à disposição dos órgãos de saúde pública para orientar e auxiliar a população em situações de epidemias ou calamidade públicas.

Fonte: Agência Câmara

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

AVANDIA, medicamento para diabetes tem seu registro cancelado pela Anvisa

A ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, cancelou o registro do medicamento Avandia, cujo princípio ativo é a substância rosiglitazona, usado no tratamento contra diabetes tipo dois,fabricado pela empresa Glaxo Smith Kline, após avaliação dos estudos que mostram que os riscos ao consumir o remédio superam os benefícios.


De acordo com a Anvisa, a decisão foi tomada depois que estudos confirmaram os riscos de infarto, insuficiência cardíaca e derrame provocados pelo uso do medicamento.

O presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, Ricardo Meirelles, afirma que a discussão sobre a proibição do Avandia existe há muito, porém, só agora foram confirmados os malefícios do medicamento, ele não tinha sido ainda retirado porque por outro lado é ele um medicamento eficiente para tratar o diabetes.

Apesar da proibição, Ricardo Meirelles destaca que não há motivos para pânico. Segundo ele, a substituição do medicamento deve ser feita com calma, sempre orientada por um médico. Todos os pacientes devem procurar os seus médicos para receberem uma orientação quanto à substituição desse medicamento por outro, não interrompendo o medicamento antes de falar com o seu médico.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou também que o laboratório que fabrica o Avandia recolha o produto em todo o País.

Atualmente, existem nove classes de medicamentos para este tipo de diabetes.

domingo, 3 de outubro de 2010

ANVISA e FDA fecham acordo

O Brasil e os Estados Unidos assinam hoje acordo para a troca de informações confidenciais entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a sua contraparte americana, que também cuida da aprovação de novos medicamentos, conhecida como FDA. Esse é um primeiro passo para o reconhecimento mútuo entre as duas agências, o que derrubaria barreiras técnicas para o comércio e investimentos das indústrias farmacêuticas dos dois países.
Este ano, o déficit comercial do Brasil na importação de medicamentos e produtos médicos deverá chegar a US$ 8 bilhões e, segundo avaliação do governo, a redução da burocracia dentro da Anvisa e da FDA poderá incentivar laboratórios americanos a produzirem no Brasil .
Em termos práticos, o acordo significa que um laboratório que obteve aprovação de um novo medicamento nos EUA não precisará entregar novamente toda a documentação à Anvisa . As duas agências vão trocar informações já na fase de análise, queimando etapas para a aprovação dos pedidos.
"A demora na aprovação pela Anvisa é a principal reclamação da indústria farmacêutica", disse ao Valor o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. "A Anvisa continuará com poder para dizer sim ou não e para pedir mais documentos, levando em conta a segurança dos medicamentos, mas o processo poderá ser mais rápido."
O presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, explica que o acordo para a troca de informações confidenciais será um primeiro passo para o reconhecimento automático do trabalho feito por uma agência pela outra. A troca de informações confidenciais vai incluir a inspeção de fábricas de medicamentos. A Anvisa inspeciona fábricas no Brasil e nos EUA. Com o acordo, a Anvisa poderá usar informações de inspeção feitas pela FDA nos EUA e em outros países.
A FDA passará a encaminhar informações ao Brasil sobre recolhimentos de medicamentos que causam efeitos adversos. Hoje, o FDA toma suas decisões e a Anvisa só toma conhecimento depois. Com o acordo, o Brasil irá receber informações mesmo antes de o FDA recolher os medicamentos

Fonte:Valor Econômico